© rosefeather
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Oxford Street @Steve x Ivy

Outra tarde fora de casa para espairecer as ideias. Eu realmente não estou tão depressiva quanto nos primeiros dias da partida de Lilah - eu até já posso rir. É, tenho que confessar, isso é porque eu estou ligando para ela.

Minha câmera estava outra vez comigo, dentro da bolsa, virou a minha nova companheira, mas não é apenas ela. Rat ficou tão acostumado com isso de sair que chorou quando ouviu eu sair de casa, então eu tive que pegar ele para ir passear. Tenho pena de colocar a coleira e a guia nele - afinal, ele não merece ficar preso, mesmo que eu que esteja segurando -, mas é necessário, ele pode sair correndo e… Coisas horríveis acontecerem.
Mas, de qualquer maneira, é ele que me guia, basicamente, ele vai para o lugar que quiser - e no caso, eu estava na Oxford Street, e não é uma rua que eu tenha muita empatia. Primeiro, tem muita gente; segundo, as pessoas são um pouco esnobes dependendo por qual loja você passa. Mas, não posso ignorar, a avenida é a mais importante daqui.

E sabe quando você está tão distraído pensando em alguma coisa que não percebe o que está acontecendo ao redor? Então, um segundo atrás o Rat estava na minha frente, agora ele já está correndo desesperadamente atrás de uma cadelinha. Eu mereço?
Sai correndo atrás dele, sem querer tropeçando em algumas pessoas. - Desculpa. - Falava constantemente, pisei na guia dele em tempo, antes que ele atravessasse a rua como um pedestre qualquer. Castigo por… Um dia. Mais que isso eu não aguento vê-lo com cara tristonha. Peguei Rat no colo, com um pequeno sorriso no rosto.

posted 11 months ago on 13/7/2012 + 1 note

Sunday in London and empty streets @Yvina x Ivy

y-cavendish:

Ufa. poderia respirar aliviada. Eu iria para a Spring e seria naquela mesma noite. Eu não teria que dormir na rua, debaixo de algum jornal ou papelão, parecendo uma moradora de rua. E aquele lugar dava um pouco de medo. Parecia que de repente, algum monstro poderia aparecer para me atacar, ou algo assim. - Com certeza que quero ir com você. - Era tudo o que eu mais queria. Como no dia em que eu tinha ficado perdida no próprio campus, queria minha cama quentinha como nunca. Tudo bem que eu já tinha dormido na rua algumas vezes, mas isso fora em Seattle, onde eu conhecia todo mundo e todo mundo me conhecia. 

- Ivy! - ri, surpresa. Afinal, antes, meu apelido era Yvi. A mesma coisa. Algumas pessoas me chamavam de Yvs, mas continuava sem muita diferença. E Ivanna, eu não gostaria do meu nome se ele fosse assim, também. Ou talvez gostasse. Era exótico, diferente. E eu não poderia falar muita coisa, meu nome também não era normal, nem de longe. - Pode deixar. Mas se no futuro eu virar secretária e te chamar de Ivanna, não me culpe. É coisa da profissão. - Mas que diabos eu estava falando? Começamos a andar, fiquei com minha cabeça baixa. Ela era educada, mas isso não significava que queria falar comigo.

Mas eu simplesmente não conseguia ficar calada. Era de meu feitio. Então logo abri a boca de novo. - Se não fosse você, eu provavelmente ficaria por aqui mesmo. Eu canso demais, não me daria o trabalho de procurar a escola por muito tempo.

Certo, era bom, como sempre foi, estar fazendo uma “boa ação” - não sabia se ela ficaria ressentida com esse terno, quer dizer, a maioria das pessoas ficam.
- Mas se no futuro eu virar secretária e te chamar de Ivanna, não me culpe. É coisa da profissão. - Dei uma risadinha baixa, Yvina é engraçada, ou parece ser, que seja, eu gostei dela já de cara. Quando é para conhecer pessoas como ela - não é como se eu a conhecesse mesmo, mas deixa pra lá - pode até ser legal ser “sociável” - não que eu não seja, só sou um pouco mais afastada daquela vida de internato do que os outros alunos, é mais ou menos como se viver apenas para o internato fosse uma barreira para te impedir de enxergar a realidade e o mundo lá fora, com mais problemas do que eles, os alunos, pensam e compreendem, e eu lá quero ser assim? -, não para conhecer pessoas mimadas e preocupadas com as unhas.

Começamos a caminhar, eu não gosto de pegar táxi, mas era mais próximo do que o metrô - eu estava quase me rendendo ao sono, não é minha culpa se minha coluna doía por caminhar tanto -, então eu estava indo na direção de algumas ruas principais para achar algum - que mal faria pegar um táxi? Bem, eu sei, mas só uma vez no ano não mata, eu acho. Foi então que eu percebi, quando Yvina começou a falar, que estávamos em silêncio. - Ah, qual é, nunca desista dos teus objetivos. - Falei com um sorriso pequeno no rosto, não que isso seja um objetivo. - Quer dizer, ficar aqui não deve ser bom, então é isso, ser firme e forte pra não desistir e não ficar dependente do cansaço. - Não sou muito boa na hora de explicar o que eu penso, então pode ser que em noventa por cento das vezes as pessoas me entendam errado. Eu não acho que essa frase foi pra valer, por isso minha voz estava em um tom “ei, eu sou tão sem graça e alegre, mas você pode rir à vontade!”. Vi um táxi, seria ótimo se ele parasse porque eu odeio ficar com o braço esticado muito tempo.

posted 11 months ago on 26/6/2012 + 9 notes

Between war and water | @Livy

lilah-moretti:

Faz o quê, trinta minutos que eu estou do lado de fora? e mais de um milhão de balões já foram atirados em mim. Estou dizendo, estão me usando de alvo só por causa do blog. Tudo o que eu já escrevi, estão se vingando agora. Legal. Sabe que eu nem me importo? Foram ótimos trinta minutos. Estou encharcada? Sim. Mas não é esse o propósito de hoje? Todo mundo tomando banho junto, uma maravilha.

Vi a Ivy correndo e atirei uma das duas bexigas que tinha na mão bem nas costas dela. Como ela  conseguiu ficar tão sequinha assim? Corri até onde ela estava e lhe abracei com um braço pelas costas, mordendo a sua bochecha. - Você está seca demais pro meu gosto. - Afastei e estourei a outra bexiga na cabeça dela, fechando os olhos pra não espirrar água dentro. Esperei pra ver a reação dela antes de começar a correr, sendo acertada pela bexiga de alguém do outro lado de onde estávamos. 

Sorri quando a Lilah mordeu minha bochecha - ninguém seria louco o suficiente pra fazer isso se não fosse ela. Dava pra sentir que ela estava bem molhada. - Você está seca demais pro meu gosto. - E nem deu tempo pra eu responder, minha cabeça já estava molhada. Atingida pela minha melhor amiga, olha o ponto em que o mundo chegou. Coloquei as mãos nos olhos e esfreguei pra ardência parar - como se adiantasse muita coisa. Antes mesmo de fazer alguma coisa ela já estava correndo - eu sou lerda perto dela, é incrível -, me pus a correr também.

Acertaram ela com uma bexiga, comecei a rir, queria não ter atirado as duas bexigas que tinha - uma seria para acertar a Lilah e a outra para acertar quem acertou ela.
Consegui alcançar a Lilah - atletismo é minha segunda opção depois de fotografia - e segurei a blusa dela. - Você não vai escapar tão fácil assim. - Disse o mesmo sorriso de antes no rosto.

posted 1 year ago on 2/6/2012 + 2 notes
© ivy-k

Between war and water | @Livy

Certo, se a água vinha das chuvas eu estava dentro. Antes eu precisava realmente me certificar, é claro, não admitiria que aquilo começasse se os balões não tivessem sido enchidos com a água das chuvas. Coloquei um short simples e uma camiseta azul - não poderia ser de cor diferente, já que o tema a ser tratado era água.

Uma bexiga em cada mão, não arrisquei ir para o meio do campo, mas fiquei em um local em que conseguia enxergar a maioria das pessoas, ao lado de uma parede. Atirei a primeira bexiga e sai correndo, com um sorriso vitorioso no rosto por não estar encharcada ainda. Assim que atirei a bexiga restante em uma pessoa que passou ali recebi uma também, gritei, pelo choque da bexiga contra o meu corpo e pela temperatura da água - não estava um dia frio, mas de qualquer jeito foi ruim.

posted 1 year ago on 29/5/2012 + 2 notes

Sunday in London and empty streets @Yvina

y-cavendish:

A loura parecia não saber o que fazer. Eu também não sabia, mas aquilo era um mero detalhe. Se ela pudesse me levar para a escola, já seria tudo o que eu precisava. “Eu… Eu te conheço, não é?” Afinal, ela também me conhecia. Um bom sinal, muito bom. Ela só podia me conhecer da escola, não tinha outro jeito. - Acho que conhece. É da Spring? - falei em tom de desespero. Se ela saísse correndo de medo, pelo menos eu correria atrás e acharia meu rumo, e isso que era importante.

Tá. Talvez eu devesse ir um pouco mais devagar. Me dei um tempo para respirar, para recomeçar a falar depois. - Eu estou perdida aqui. Sou novata, americana. Essas ruas são confusas, e quero voltar para a escola. - tudo saiu em uma torrente de palavras, falei rápido demais. Minha noite americana tinha saído muito cara. Se ela falasse “Não te conheço, sai”, eu não poderia fazer nada.

Apalpei meu bolso, pelo menos eu tinha meu celular. Como não tinha pensando nisso? Revirei meus olhos, e o peguei. Fui até os contatos e… Cara. Eu não tinha o número da escola. Tinha o número de Pietro, mas ele deveria estar em algum bar por aí, e Mellody já estaria no sétimo sono. A minha única esperança era aquela menina na rua. Dei meu melhor sorriso para ela. - E ah! Me chamo Yvina.

Sorri e acenei de leve com a cabeça diante a pergunta da garota. Eu já devo ter passado por ela algumas boas vezes pelo campus. O lugar não é tão grande como alguns cismam - e exageram - em dizer e contando que nós ficamos obrigatoriamente cinco dias por semana o dia inteiro lá, dá pra conhecer todo o corpo discente e docente da escola em mais ou menos um mês. - Então eu já te vi lá. - Dei de ombros, com um sorrisinho no rosto. Continuava sendo esquisito ela pedir para eu a esperar.
- Eu estou perdida aqui. Sou novata, americana. Essas ruas são confusas, e quero voltar para a escola. - Oh, então é um pouco difícil não se perder em Londres. Apesar da situação que ela deve estar passando, dei uma risada - ora, aquilo não deixava de ser engraçado. Mas, eu compreendo. Balancei a cabeça outra vez. - E o lugar também não ajuda muito. - Apontei para a rua, que ainda permanecia vazia. Aquilo pode dar medo, quando não se é acostumado e acha que alguém pode assaltar você ali mesmo - o que não passa muito longe da realidade. - Já vou ir para lá agora, pode vir comigo, eu aproveito e te ensino o caminho. - Pisquei um dos olhos pra ela. Já estava na hora de voltar para o internato mesmo.

- Ivy. - E, de novo, dei de ombros. - Ivanna, mas pra me chamar assim ou você é alguma secretária ou é alguém em uma missão suicida. - Bom, as pessoas que sabem o meu nome e não gostam de mim usam isso para me irritar, mas achei que seria útil falar o nome para ela, já que eles são parecidos.

posted 1 year ago on 17/5/2012 + 9 notes

Sunday in London and empty streets @Yvina

y-cavendish:

Mcdonald’s em Londres. Que maravilha. Aquela tinha sido uma noite maravilhosa. Acho que tinha sido meu melhor domingo ali, com um toque americanizado. Mas não havia nada melhor do que uma coca e um Big Mac em um lugar que você não conhecia tão bem assim. Me senti em casa, acolhida pela Inglaterra, finalmente. Se precisasse, eu faria aquilo toda semana. Acho que tinha sido minha melhor ideia. Voltei aos pulos e rodopios para a Spring, dando pequenas risadas e ainda bebendo do meu copo de um litro de refrigerante. E normal. Nada de diet ou light. Aquelas coisas tinham gosto de remédio. 

O clima estava o de sempre, meio nublado, meio frio. A bebida gelada só contribuiu para meus arrepios as vezes. Olhei no relógio, eram sete horas. Cedo. E então olhei para frente, naquela rua. Ops. Eu realmente não conhecia aquele lugar. Não trazia nenhum mapa comigo, será que estava perdida? - Maravilha. - resmunguei comigo mesma. A minha vida seria ficar perdida ali. Aquilo não acontecia em Seattle. 

Não era um local muito movimentado, e todas as pessoas pareciam ter sumido das ruas de repente. Nenhum táxi, nada. Isso que dava sair por aí, perdida, procurando por um fast food. Só me restava andar e andar. Quando vi uma pessoa um pouco conhecida. Da escola? Deveria ser. Minha salvação. - EI. VOCÊ AÍ! ME ESPERA. - fui quase que desesperada ao encontro de quem seria minha salvação. Uma estabanada no meio da rua, era assim que eu parecia.

A coisa mais confusa para mim são os sentimentos, e os meus estão como os de um vampiro recém transformado - ampliados, mais confusos do que nunca, tudo se mistura e eu me sinto embaraçada, ou como se estivesse tentando desfazer um nó em uma corda. Para piorar a situação, o Declan ainda me deixou com raiva e insegura; ele e a Lilah serem amigos não é um fato que se pode ignorar, portando o “ela não precisa de você” foi como um tapa na cara. Não, eu não estou insegura ao ponto de achar que ela realmente disse isso, só… É difícil conseguir explicar tudo isso para quem não está dentro da minha cabeça, sentindo o mesmo que eu.

Aproveitei o domingo para sair um pouco da Spring Art e me livrar desses pensamentos, mesmo que isso seja impossível. As ruas de Londres fazem todos se sentirem melhor, mesmo com o lixo e o ar muitas vezes poluído. O dia estava acabando e eu ainda continuava ali, um tanto cabisbaixa, caminhando pela calçada. O movimento naquela rua era pouco, quase como nos filmes pós-apocalípticos.
O grito de uma menina chamou a minha atenção, olhei para trás - foi mais por costume, difícil alguém gritar no meio de uma rua desconhecida pedindo para eu esperar -, a menina estava vindo em minha direção mesmo.

Franzi o cenho. - Hey. - Meus olhos podem estar enganados, mas eu reconheceria alguém que já tinha visto em algum lugar. - Eu… Eu te conheço, não é? - Falei um pouco embaraçada, não é uma pergunta educada. Ela poderia apenas querer dinheiro emprestado, vai saber, muita gente faz isso em Londres.

posted 1 year ago on 17/5/2012 + 9 notes

Trash Mind | @Declan e Ivanna

declanhillebrand:

Que garota mais antipática. Preciso me lembrar de avisar a Lilah sobre os perigos de andar com a Ivanna. Além de se vestir mal, agia como soubesse viver. Eu não quero alguém assim por perto. Me impedindo de fazer isso ou aquilo. Revirei os olhos enquanto ela falava aquelas baboseiras. E como fala.

Inclinei a cabeça pra trás me afastando dela. Ouvi falar que ela era toda natureba, vai que não escovava os dentes. E o bafo de leão? Melhor prevenir, vai que né. Ela falou sem gaguejar. Como se houvesse decorado aquilo como um mantra. Bem capaz vindo de uma garota como ela. Cruzei os braços e a ouvi atentamente. Teve uma hora que até olhei no relógio pra ver as horas, apenas por provocação.

- Já terminou? Porque eu tenho coisas melhores pra fazer. E você já gastou muito tempo da minha vida por causa de nada. - Dizia me referindo a maldita lata de coca. Maldita hora em que eu fui cruzar o caminho dela. Dei um passo pra frente, ainda com os braços cruzados e uma das mãos levantada na altura do queixo. 

- Pra começar, eu não escutei nada do que você disse e nem quero saber. Eu tô me lixando pra o que você pensa de mim. Eu não vivo do ibope de pessoas como você. - Dei uma piscadela e fiz um barulho com a boca e acenei com a cabeça. - Quem é você… - E dei um leve cutucão no seu ombro. - Pra me dizer como agir? Ta incomodada com a minha atitude? Se mude… é o melhor que tu faz. Vai fazer um grande favor pra Delilah. Ela não precisa de você. Só de mim. Eu a ajudei a chegar onde ela está agora. 

- Já terminou? Porque eu tenho coisas melhores pra fazer. E você já gastou muito tempo da minha vida por causa de nada. - Impossível alguém conseguir ser tão irritante como ele é, e não apenas irritante, mas ignorante ao ponto de não se importar com pelo menos algumas coisas que eu disse - fala sério, que ser vivo com sentimentos não ligaria ou ao menos não se importaria? Esse garoto tem problemas. Lilah já me disse algumas vezes pra dar uma chance ao Declan, mas não tem como.

- Eu não vivo do ibope de pessoas como você. - Eu não me lembro de ter mencionado que ele precisa de ibope de “pessoas como eu” - oh, aliás, preconceito é uma maravilha, mas já era de se esperar vindo dele.
Antes que eu pudesse me defender, ele continuou, com o mesmo tom de voz irritante. - Quem é você pra me dizer como agir? - Isso é uma brincadeira ou o quê? Está na cara que eu posso falar isso pra ele - tudo bem, eu não sou bem um exemplo de pessoa, mas pelo menos eu sei como agir, sei a diferença entre o certo e o errado.
- Tá incomodada com a minha atitude? Se mude, é o melhor que tu faz. Vai fazer um grande favor pra Delilah. Ela não precisa de você. Só de mim. Eu a ajudei a chegar onde ela está agora. - Eu sei que não é verdade, eu sei, mas mesmo assim doeu ele ter falado isso. Ele tinha chegado ao ponto mais infantil de todos: Colocar a Lilah no meio.

- Quer saber? Faça o que você quiser, eu realmente não vou me importar. Só que é você quem precisa manter distância da Lilah, não eu. É você quem faz mal pra ela. - Fui até o banco onde estavam minhas coisas e as peguei, em seguida passei por ele e fiz nossos ombros entrarem em atrito - eu sei que é idiota esbarrar nele. Segui em frente, com os mesmos passos fortes de antes, lutando comigo mesma para não deixar nenhuma lágrima escapar.

posted 1 year ago on 6/5/2012 + 9 notes

Trash Mind | @Declan e Ivanna

declanhillebrand:

Contando mentalmente até dez em 5,4,3,2 e 1… Essa garota me tira do sério. E eu nem lembro o porque disso. Deve ser pelo fato dela ser tão assim chata e ser amiga da minha amiga. E vou logo dizendo que não é ciúmes. Um pouco, talvez. Mas não de homem pra mulher. Foda-se. 

Virei com o olhar cheio de raiva quando ela me puxou. - Hey, garota louca. - Me espantei olhando para seu rosto deformado de raiva. Aposto que ela nem lava seu cabelo pra economizar água. Fiz cara de nojo ao pensar nisso. - Eu estou fazendo uma coisa de útil, me afastando de você e esse seu cabelo ensebado. - Ela colocou a latinha na minha mão. tudo por causa disso? 

Fechei a cara e inclinei abaixando minha cabeça e ficando cara a cara com ela. - Como você disse: Eu sou um hillebrand. Sou rico, e não preciso disso pra subir na vida. - Levantei a latinha, amassei com uma mão e joguei pra trás do meu ombro e escutando o seu quicar no chão. Continuei fitando a Ivanna e cruzei os braços. - E agora, o que a super-vegan vai fazer?

Se eu sou uma garota louca, o que ele é? Uma pessoa que mal tem neurônios suficientes pra se enquadrar em qualquer grupo que não seja de deficiência mental? Eu pelo menos sei o que faço.

- Eu estou fazendo uma coisa de útil, me afastando de você e esse seu cabelo ensebado. - Seria mais útil ainda se ele tivesse tido a sensibilidade de colocar a porcaria da lata na lixeira! E eu não sei da onde ele tirou essa fantasia sobre o meu cabelo, melhor mesmo é ignorar os comentários sem nexo dele - não me afetam nem um pouco.

- Como você disse: Eu sou um Hillebrand. Sou rico, e não preciso disso pra subir na vida. - Meus olhos deviam estar faiscando. Mas antes que eu pudesse responder qualquer coisa - e a resposta, muito boa, já estava toda formada na minha mente - ele fez aquilo de novo, jogou a latinha no chão outra vez. - E agora, o que a super-vegan vai fazer? - Violência contra animais é crime, portanto eu não poderia fazer o que eu realmente devia.
- Eu vou te dizer apenas o seguinte: Dinheiro acaba fácil, sobrenome não significa nada, fama na escolinha não é útil. Você acha mesmo que alguém vai te sustentar pela vida inteira? Acha que vai se casar com uma mulher linda e rica se não começar a agir diferente? Acha que vai ter a casa dos sonhos da Barbie na colina Arco-Íris? Que não estudando vai ter uma profissão que dê muito dinheiro? Poupe-me de sua incapacidade de ver a vida com nitidez, principezinho. - Ninguém deve ter sido sensato o bastante para falar isso alguma vez na vida para ele. Respirei fundo, falar tudo aquilo tinha aliviado um pouco a raiva.

posted 1 year ago on 5/5/2012 + 9 notes
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Trash Mind | @Declan e Ivanna

declanhillebrand:

Eu mereço mesmo. Meu dia estava indo muito bem pra ser verdade. Era a Ivanna sei lá o quê. A garota me tirava do sério, sempre. E eu nem sei porque a Delilah anda com ela. Toda autoritária dizendo não faça isso, não pegue naquilo… E sem contar que era vegan. Por Deus, quem em pleno século XXI não come carne? Juro que se tivesse um cervo passando por ali, matava ele com a mão, comia sua carne na sua frente e ainda por cima fazia um casaco de peles com o nome dela nas costas. - Ok, eu não faria isso. Coitado do Bambi. 

Encarei ela. - Fazer o quê? Atravessar seu caminho? Me desculpe, mas se eu soubesse que aquele pedaço de madeira era você teria mudado minha rota. - E coloquei meu óculos na gola da camiseta quando percebi que aquele assunto iria durar um bom tempo. 

Ela colocou as mão na cintura - e acho que bateu o pé também - como se fosse a minha mãe. Really? Nem ela faz isso. Talvez uma das minhas babás, mas mesmo assim ela não tem autoridade pra fazer isso. Olhei para a latinha no chão. - Oh, mil perdões IVANNA… - Me agachei, peguei a latinha e coloquei junto ao seu pé. E disse: - Não! - Respondendo a sua pergunta. Quem ela pensa que é? o Green Peace? Ela que jogue isso fora. E dei de costas pra ela tentando seguir meu caminho.

- Fazer o quê? Atravessar seu caminho? Me desculpe, mas se eu soubesse que aquele pedaço de madeira era você teria mudado minha rota. - Franzi o cenho. Sério, por que ele fala essas coisas sem noção se achando o dono do universo? Que piada. Mas ele ser incapaz de pensar em uma boa resposta que faça sentido não deixava as coisas melhores pro lado dele.

- Oh, mil perdões, IVANNA… - Pronto. Ele queria me irritar? Tinha conseguido. Quando ele se agachou para pegar a latinha, devo admitir, fiquei um pouco esperançosa. Mas eu já deveria ter aprendido a lição há muito tempo, porque realmente, Declan não tem jeito, e deixou isso bem claro quando colocou a latinha nos meus pés. - Não! - Ele deu as costas para mim? É isso mesmo? Toda a calma que eu tinha adquirido devido as condições perfeitas do tempo tinham se esvaído por completo.
Peguei a latinha do chão e fui com passos firmes e rápidos até ele, pegando ele no braço e o fazendo parar. - Vê se cresce, Hillebrand, e faz alguma coisa útil na tua vida. - Coloquei a latinha nas mãos dele com força. Por que essas crianças precisam ser tão ridículas?

- Você acha que é “legal” fazer isso? Que é atitude de gente que sobe na vida? Acorda pra realidade, criança! - Ninguém nunca ensinou nada pra ele? Pelo menos a ter educação? É uma droga lidar com uma pessoa que já foi uma criança mimada que tinha tudo nas mãos. Aposto que se jogar ele em uma selva - mesmo que tenha córregos e variedades de árvores frutíferas - não sobrevive nem por três dias.

posted 1 year ago on 5/5/2012 + 9 notes

Trash Mind | @Declan e Ivanna

declanhillebrand:

Tarde ensolarada na Spring, eu não poderia e nem aguentava mais ficar trancado no quarto. Eu até curti a ideia de ter um colega de quarto dos avessos como o Tristan. Ele era um pouco estranho e ficava me olhando com olhar de desejo, mas tinha bom papo e eu poderia usufruir de algum beneficio me aproximando dele. Sim, é puro interesse. 

Peguei uma lata de coca e desci as escadas. Que sol. Pensei ao baixar meus óculos escuros tapando os olhos. Comecei a caminhar pelo campus, olhando ao redor se algo me interessava. Não tinha “aquela” fama de pegador, mas alguma garotas dali sonhavam em ficar comigo. E eu faria de tudo, pra ser superior ao Dekker. Odeio ele. 

Bebi o último gole da coca e a joguei por trás do meu ombro sem me importar de onde havia caído e comecei a andar. Mas ouvi uma voz, alguém me chamando ou falando comigo. Me virei e a encarei de cima a baixo. - O que você quer? - Perguntei tirando o óculos e segurando na mão. 

As coisas no internato estavam paradas e o dia estava calmo, por isso o aproveitei para fazer uma caminhada pelo campus, o ar puro do local me fascina, e todo o verde ali presente, somado com o vento fresco que bate no rosto - com certeza, caminhar pelo campus é a melhor escolha que se pode fazer em uma tarde como essa. Rat provavelmente estava dormindo, por isso não quis ir no quarto depois das aulas.

Sentei em um banco de madeira e peguei o meu exemplar de The Man Versus the State, procurando a página em que parei de ler. O livro é ótimo, é a primeira vez que eu estou lendo, mas já conheço os outros livros do autor e não me decepcionei com este, pretendo ler outras vezes, é claro.

Um barulho de metal caindo no chão chamou a minha atenção. Parece que o Declan faz as coisas somente para me irritar. Levantei rápido do banco, com o livro já fechado, mas ainda em mãos. - Hillebrand! - Minha voz era áspera. Ele é tão rude, não sei como Delilah foi ficar amiga dele. E quando ele olhou para mim, me deu mais raiva ainda. Como ele acha que pode fazer isso com as pessoas? - O que você quer? - Eu poderia jurar que estava saindo fumaça dos meus ouvidos. Apontei para a latinha no chão. - Quantas vezes eu tenho que te dizer para não fazer isso? - Mais do que qualquer um possa imaginar, disso eu sei, não entra nada naquela cabeça de vento que ele tem. - Você vai juntar isso ou não? - Coloquei as mãos na cintura e respirei fundo.

posted 1 year ago on 5/5/2012 + 9 notes